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quinta-feira, 2 de maio de 2013

ENTREVISTA COM O DR. CARLOS ALVES DOS SANTOS, ADEPTO E DIRIGENTE


Hoje vamos publicar uma entrevista com Carlos Alves dos Santos, não na qualidade de vice-presidente adjunto, mas como adepto boavisteiro, embora muitas vezes as duas posições se tenham cruzado.

Como encarou o convite para fazer parte da Direcção das amadoras?
Eu conhecia o engenheiro António Marques, há vários anos, quando ele era director das modalidades e depois passou para o cargo de vice-presidente, sendo Boavisteiro desde nascença, foi com muita honra que recebi este convite, endereçado pelo engenheiro António  Marques.

É a primeira vez que faz parte de algum cargo no Clube?
Sim, é a primeira vez que faço parte dos Corpos Sociais do Boavista. Já tinha feito parte do Boavista na categoria de atleta do andebol e sou sócio e adepto do Boavista desde que nasci, daí que sinto uma grande honra por este cargo, para o qual fui convidado.

A realidade que deparou no sector das Amadoras, surpreendeu-o, ou imagina esta actividade?
Tenho e sempre tive, a consciência das dificuldades que o Boavista atravessa neste momento e logo, sei também, que essas dificuldades se reflectem mais no sector das amadoras. Nesse aspecto, nada me surpreendeu. O grande problema é, todos temos consciência, a falta de um pavilhão, eu quando joguei andebol, foi num tempo em que também não tínhamos pavilhão do clube, por isso, tinha a noção que o facto de andarmos constantemente a mudar de espaço para treinos e  jogos era complicadíssimo. Com a construção do pavilhão Acácio Lello a situação mudou significativamente, mas agora voltamos ao tempo que não tínhamos pavilhão e essas dificuldades regressaram.

Para além dos encargos que isso acarreta, sabe dos valores em questão?
É um valor muito grande. Não tinha a noção desses valores e devo dizer que é um valor muito difícil de cumprir por cada modalidade no final do mês. É um valor assustador.

A construção de um pavilhão será a solução de futuro e para o futuro?
Efectivamente, a solução passará por aí. Temos que ter a noção das dificuldades e sabemos que construir um pavilhão, neste momento mais que complicado, quase não passa de um sonho. Vamos esperar que as coisas melhores, nesse proposto do revitalizar e com, o regresso do futebol ao primeiro escalão, que acabará por ser uma mola impulsionadora, para a concretização desse sonho. Um sonho, que foi realidade e voltou ao plano de um sonho.

Está preparado para esperar pela conclusão desse sonho, por mais uns anos?
Estou preparado, como estarão todos os adeptos, mas também estou preparado para ajudar o clube no que poder durante esse tempo de espera, quanto mais não seja conseguir angariar receitas, para pagar os valores mensais dos alugueis de espaços, que repito, são incomportáveis e assustadores.

Desde que entrou quase se dedica apenas a essa angariação de valores, mas já fez algo mais que muitos desconhecem. Quer falar um pouco sobre isso?
Já se realizaram, efectivamente, algumas obras. Um ginásio para a Yoga a modificação e melhoramento de um ginásio para o Karaté, melhoramentos e alterações no departamento de Voleibol e nestes gabinetes, com três salas de reuniões, para os nossos trabalhos, uma sala de reuniões para todos os departamentos, etc…temos em pensamento a construção de uma sala de vídeo para as modalidades puderem usar.

Com as subidas certas do futsal sénior e de uma excelente equipa de Juvenis de andebol e com a possível chamada ao primeiro escalão do Voleibol sénior (sempre possível) depois de um grande época. Pergunto como boavisteiro enche-o naturalmente de orgulho como dirigente traz-lhe dores de cabeça. Como encara esta realidade?
Alegra-me profundamente, como dirigente e como Boavisteiro, apesar de todas as dificuldades é um problema, mas um problema saudável que nos é criado, fossem todos esses os problemas o ganhar títulos e subidas de divisões. Sabemos que isso vai aumentar as despesas substancialmente, e em especial no futsal sénior com esta subida, o campeonato vai ser muito mais oneroso que o actual, onde a maior parte dos clubes é profissional e acarretará a obrigação de representarmos o clube com grande dignidade. Como boavisteiro não gosto de perder, gosto de ganhar todos os jogos e será um problema que teremos solucionar.

O Boavista encontra-se numa fase crucial, com os processos da revitalização e do futebol. Que esperanças têm nestes processos?
A esperança nunca morreu, sempre acreditei que era possível um regresso ao primeiro escalão de futebol que será fundamental para a inversão desta situação. Também acreditava por ser um pouco da minha área profissional e saber que havia muita coisa que estava errada em todo o processo. Sabia que tudo o que foi feito a nível de futebol foi uma injustiça para com o Boavista, naquela reunião de amigos, depois de um jantar.

A morte anunciada do Boavista, vai ser adiada?
Nunca irá acontecer. Enquanto houver um boavisteiro  o Boavista viverá sempre!

Entrevista de 

Manuel Pina