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O DEPARTAMENTO DE GINÁSTICA E ARTES MARCIAIS DO BOAVISTA FUTEBOL CLUBE, VAI ORGANIZAR O SARAU DE ENCERRAMENTO DA ÉPOCA NO DIA 12 DE JULHO NO PAVILHÃO MUNICIPAL DA SENHORA DA HORA.


sábado, 29 de julho de 2017

ENTREVISTA DE FUNDO, COM PAULO PARDALEJO, TÉCNICO PRINCIPAL DO VOLEIBOL



"Quando cheguei não era Boavisteiro, mas fiquei e sou Boavisteiro, agora tenho uma pantera tatuada numa perna!"

Paulo Pardalejo, regressou ao Boavista para comandar a equipa sénior de voleibol, após ter concluído o seu contrato com a equipa açoriana do Ribeirense.

Nesta entrevista de fundo, fomos ao "fundo" de muitas questões, todas respondidas, directamente e sem hesitações, bem à imagem do técnico Paulo Pardalejo.

A APRESENTAÇÃO

Não seria necessária qualquer apresentação, para o público do Voleibol, mas mesmo assim, iniciamos esta conversa, relembrando que esta é a segunda vez, que vais comandar o Boavista. Quando foi a primeira vez e em que condições?

A minha primeira passagem foi há cerca de cinco anos atrás, se não estou em erro, na época entre dois mil e dez e dois mil e doze. Nessa altura, o Boavista, estava na segunda divisão e apostado na subida ao primeiro escalão.

Épocas, vividas por ti, com muita paixão (fui testemunha) agora o Paulo está mais calmo?

Fiquei apaixonado por este clube e vivia intensamente, como espero viver agora. Quando cheguei ao Clube, não era Boavisteiro, mas fiquei Boavisteiro.  Quando saí, senti sempre uma necessidade de voltar.

O PERCURSO DEPOIS DO BOAVISTA

Por onde andaste, entre a saída e o regresso ao Bessa?

Fiz meia época no Leixões, na equipa feminina, onde as coisas não correram bem e depois, fiz uma época, na equipa Sénior masculina do Leixões, que correu muito bem. Depois fui para os Açores treinando o Ribeirense durante duas épocas, que foram muito boas em termos globais. Foi tudo muito bom.

Viver numa ilha (Pico) para um homem tão activo, é fácil ou nem por isso?

O primeiro ano, foi espectacular, o segundo já foi mais difícil, as saudades aumentam... Tive saudades da família e do sobrinho que está numa idade incrível. 
Depois é todo o tempo que uma pessoa gasta constantemente em viagens. É acabar os jogos e ir  a correr para o avião para regressar à ilha. Depois na ilha a nossa vida é treino, treino, treino e jogo e mais treinos, pouco há mais para fazer. Tudo isto, provoca um desgaste emocional muito grande.

O REGRESSO AO BOAVISTA.

Foi esse cansaço que te faz sair do Pico e o Boavista aproveitou, para uma contratação inesperada?

O que tem que acontecer…acontece. Há algum tempo que andávamos a conversar e acho que a vontade era mútua, pelo menos a minha era muita. Surgiu a oportunidade e foi um namoro concluído.

A realidade que vais deparar no Boavista – a nível de treinos – vai ser muito diferente do que tinhas nos Açores. Como vais coordenar essas diferenças, com maiores dificuldades logísticas?

É uma aspecto a ter em conta. Estamos a falar do Ribeirense que com o Clube "K", são equipas totalmente profissionais. No Pico, a nossa vida era treino e treino, com um volume muito grande de treinos bis-diários e só uma folga semanal. As atletas são profissionais e têm que o fazer. Uma vantagem que tínhamos era que após os treinos tínhamos muito tempo para descansar e assim recuperar os esforços.
Aqui, as condições são outras. Vamos tentar rentabilizar ao máximo o tempo de treinos que tivermos e a disponibilidade de todas atletas que não são profissionais. Umas trabalham e outras estudam e desde logo, a disponibilidade é outra. O tempo de repouso, que é muito importante, cá, não haverá tanta possibilidade para usufruirmos dele. 
São realidades diferentes, mas conhecidas por todos e que será nesta realidade que iremos trabalhar. Em vez de treinarmos seis horas por dia, vamos treinar três.

A NOVA ÉPOCA

Quando começam os trabalhos?

Vamos fazer a apresentação da equipa no dia dois de Setembro, no Auditório do estádio do Bessa. Faço um apelo a que todos os adeptos, toda a gente e os Panteras marquem presença. Começaremos no dia quatro de Setembro os trabalhos para a nova época.

O plantel está fechado, ou ainda há alguma vaga?

Houve um objectivo, totalmente cumprido, que impus desde que assinei o contrato, que foi estabelecer um compromisso com a direção para que o plantel ficasse fechado até dia quinze de Julho. Com um trabalho incrível da direção, conseguimos esse obejctivo, que penso, foi a primeira vez que se alcançou. 
Agora só se nos aparecesse uma Cubana, uma Russa ou uma Brasileira de tope mundial é que poderíamos abrir. Estou a brincar. Está fechado!


Que meta a atingir em termos de tabela classificativa? O segundo grupo?

Desde que eu saí, o Boavista conseguiu a desejada e merecida subida de divisão. Consolidou-se muito bem na primeira divisão, tendo no primeiro ano, feito uma excelente época. Este ano, as coisas não correram tão bem, podendo-se ter feito melhor, mas todos nós, podemos, sempre, fazer melhor.
O objectivo, que todos temos, para a época é o grupo do meio. Existem quatro equipas muito fortes para este ano, estamos a falar do Leixões, o AVC, o Porto Volei, o Clube “K” fortíssimo. Depois temos o Belenenses, o Ribeirense que não sabemos o que nos vai apresentar. Acho que vai ser um campeonato muito mais equilibrado, mas aposto no Boavista a terminar no grupo do meio da tabela.

A REALIDADE E VERDADE COMPETITIVA

As equipas Açorianas, sendo formadas pela maioria de jogadoras estrangeiras, acabaram por provocar uma maior competitividade global, no voleibol feminino?


Têm dado um maior competitividade e têm feito bem ao voleibol. Existe muito a ideia -  que até eu defendia - que nos Açores só se contratam jogadoras estrangeiras. 
Isso é uma mentira. 
Eu, no Ribeirense apostei em contratar uma equipa só de portuguesas e não consegui. 
A verdade é que as portuguesas, não têm vontade de ir para os Açores. Ou por causa das aulas, ou por causa dos namorados, no final as portuguesas, não querem jogar nos Açores e assim os clubes têm que recorrer ao mercado estrangeiro.



E o nível sobe?

O facto de serem estrangeiras não quer dizer que sejam melhores que as portuguesas, gasta-se é mais dinheiro, mas não é seguro que a qualidade seja melhor. Umas vezes é, outras não é. 
O nível de jogo sobe, porque há mais jogadoras e o nível de divulgação do nosso voleibol também sobe, porque nos países de onde elas vêm passam a acompanhar principalmente via net o nosso campeonato.

O APOIO DOS ADEPTOS.

Todos reconhecem que entre o Pardalejo e os “Panteras Negras” há uma química. Na tua primeira passagem pelo Boavista eles davam grande apoio ao voleibol. O que agora não acontece. Esse apoio, vai ser reivindicado? 

Eu sou Pantera e tenho a pantera tatuada na perna! Uma das razões que me fizeram regressar ao Boavista é a moldura humana e a “Panterada” que está constantemente envolvida na vida do clube. Quando assinei, coloquei logo a questão que iria apostar e conseguir voltar a trazer os Panteras para o pavilhão, para apoiar a equipa. Temos que nos envolver com o público temos que os chamar, porque é isso que nos faz crescer. São eles que nos levam a vencer jogos que eram apontados como jogos de derrota.

Dizem que o Irene Lisboa, ficou um pouco retirado. Querias outro pavilhão para jogar?

Essa questão, não se coloca. Eu vejo os Panteras, a ir a Lisboa, ao Algarve, à Madeira, aos Açores, em grande número ver o futebol. Eu sei que é futebol, mas nós somos Voleibol e o Irene é aqui. 
No futebol veem vinte e dois gajos feios, e no Voleibol veem pelo menos doze raparigas bonitas e airosas a jogar.

Contas com esse regresso?

Brincadeiras à parte. Considero que o apoio deles é muito importante e fundamental. Vamos conseguir que eles voltem a estar presentes. Mais que terem o pessoal na bancada, as jogadoras gostam de sentir o calor o carinho de se jogar num clube grande.
Para convencer algumas atletas a ingressarem no Boavista, mostrei os vídeos das fases da segunda divisão de pavilhões cheios e entusiasmantes. Sei que elas reagiram a isso, porque jogar com este ambiente, só se consegue num clube grande como o Boavista. Era assim na segunda divisão porque não há-de ser assim na primeira divisão?
Eu dizia-lhes e - ainda agora sinto-me arrepiado ao repetir – minhas amigas, vocês têm três grandes clubes no voleibol nacional. Um deles é o Boavista com um historial incrível. Mostrei-lhes a imagens de pavilhão com tarjas, bandeiras, mais de uma centena de Panteras, criando um espetáculo incrível. A final do campeonato nacional deste ano. Mostrou um pavilhão do Leixões completamente cheio de cor vermelha e branca. O meu grande sonhe é ver esse pavilhão completamente cheio de cores preta e vermelha.  Branco quer o Leixões  Boavista têm e junto o preto e o vermelho. Encher com essas cores um pavilhão só estes clubes conseguem. Vamos trabalhar para isso.

PESSOAL

Depois de tanta actividade, o Paulo Pardelejo treina boxe no Boavista. Porquê o Boxe?

Já na primeira passagem pelo Boavista me dediquei ao Boxe. Sempre gostei da Arte, mas o jeito não ajuda muito. Aqui no boxe do Boavista há um ambiente fantástico que depois de o conhecer, não consegui sair. 
Ao contrario que muita gente pensa isto é um ambiente muito saudável e muito, mas mesmo muito bom, com um grande homem a gerir um grande número de atletas de diversas personalidades, mas que o Grande Carlos Caldas consegue gerir.

Para continuar?

Claro que sim. Só quem está cá é que conhece a família que o Boavista tem no boxe, com amizades puras.

Para terminar, lembro-me que te ajudei muito a preparar a parte psicológica das jogadoras, antes dos jogos. O Paulo Pardelejo continua a apostar nesse aspecto?

Com a evolução de todo o desporto, o que distingue o sermos bons ou sermos muito bons ou excelentes? 
A táctica, a técnica e questão física todos a têm ao adquirem. 
O que fica? A questão psicológica! 
Com uma cabecinha tranquila, o corpo vai estar tranquilo e vai render muito mais.

José Maria Pedroto, teve esta frase “o desporto é um estado de espírito. Se tens um problema em casa, diz-me porque não vale a pela colocar-te a jogar, enquanto não o superares”. Como a comentas?

Concordo. O voleibol é um estado de espírito. Eu gosto de me envolver com as atletas nos casos pessoais, de forma a conhece-las ao mais pequeno detalhe, para intervir em várias situações que acontecem. 
Às vezes uma situação com o namorado, com o marido, pode condicionar a postura e desempenho da atleta. Se ela sentir que o treino não será uma sobrecarga psicológica, mas pelo contrário um alívio. Com a mente bem e em paz, tudo se torna mais fácil.

Pronto para este desafio?

Mais que pronto… desejoso!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

VEM PRATICAR VOLEIBOL NO BOAVISTA



ANDEBOL - CONFIRMADAS AS CONTRATAÇÕES DOS TÉCNICOS, JOÃO CARVALHO E EDUARDO FERREIRA

Estão oficialmente confirmadas as contratações de dois técnicos para as principais equipas de Andebol do Boavista.



Eduardo Ferreira, é o novo treinador da equipa de Juniores.

O anterior treinador da equipa sénior do São Paio de Oleiros regressa ao Boavista FC, clube que já representou como treinador e atleta, tendo sido o único atleta de andebol do Boavista FC a representar a seleção de Portugal num campeonato do mundo.





Jorge Carvalho, é o novo treinador da equipa de Seniores.

Actual treinador e campeão nacional e europeu de veteranos, foi, durante muitos anos, coordenador da formação do Águas Santas e treinador adjunto da equipa Sénior do Águas Santas.




HÓQUEI EM PATINS - ALTERAÇÃO DE HORÁRIOS (NO PERÍODO DE FÉRIAS) DA ESCOLA DE PATINAGEM




Com intenção de facilitar o período de férias a todos atletas e seus familiares, a Escola de patinagem do Boavista Futebol Clube,  terá a partir de - Sábado 29 de julho - novo horário de treinos (mais conveniente),  com início pelas 11 horas.
 
Assim, a Escola manter-se-á em funcionamento durante as férias, com os seguintes horários:

Sábado dia 29 de Julho – treinos  às 11 horas.

Sábado dia 12 de Agosto – treinos às 11 horas

Sábado dia  26 de Agosto – treinos às 11 horas.



A partir do mês de setembro, os treinos passarão a semanais, realizando-se todos os sábados no horário das 11 horas, possibilitando a libertação dos alunos e acompanhantes para o resto do dia .


Os treinos, são realizados no pavilhão do Leça Futebol Clube.