Texto principal

ESTA ÉPOCA, O BOAVISTA FUTEBOL CLUBE CONTINUARÁ A PARTICIPAR EM VÁRIAS MODALIDADES A NÍVEL NACIONAL, COM OS OBJECTIVOS DE HONRAR O NOME DESTE CLUBE. O ANDEBOL SÉNIOR E VOLEIBOL FEMININO, DISPUTAM O PRIMEIRO ESCALÃO NACIONAL... OUTRAS MODALIDADES LUTAM PELO REGRESSO A ESSE ESCALÃO.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

AGENDA DESPORTIVA PARA O FIM DE SEMANA DE 20 E 21 DE JANEIRO










BOXE - BOAVISTA PRESENTE NA GALA DA ARENA DE MATOSINHOS



No próximo domingo mais uma grande Gala de Boxe no Arena de Matosinhos.

O Boavista será representado por Nuno Dinis e Victor Carvalho, ambos na categoria de 64 kg

ENTREVISTA COM ANA COSTA CAMPEÃ NACIONAL DOS 200 E 300 METROS EM PISTA COBERTA




MAIS DO QUE UM OBJECTIVO, SER UMA ATLETA OLÍMPICA REPRESENTANDO O BOAVISTA, É UMA APOSTA PESSOAL.



Ana Costa, no passado fim-de-semana na disputa do Campeonato Nacional de Pista Coberta realizado em Pombal, sagrou-se Campeã Nacional de 200 e 300 metros de Juvenis.


Naturalmente orgulhosa, mas mantendo a sua humildade de sempre, a Ana aposta em representar Portugal e o Boavista futuramente em Jogos Olímpicos.



Vamos a dar a conhecer a cidadã, quem é a Ana Costa?


Chamo-me Ana Raquel Costa, tenho quinze anos e estudo no décimo ano na escola Garcia de Orta. Nasci em Lousada, mas vivo no Porto há vários anos.



Como nasceu o gosto pelo atletismo?


O meu pai era atleta e tinha o sonho de estar presente e competir em Jogos Olímpicos mas, por algumas razões não conseguiu cumprir esse sonho. Foi aí que nasceu em mim o bichinho pela modalidade. Tudo vou fazer para concretizar o seu sonho e honrar o meu pai, dizendo-lhe “não estiveste tu presente, mas vou estar eu por ti”.




Uma espécie de vingança contra as contrariedades?


Pode dizer isso dessa forma.



Com idade começaste a correr?


Com oito anos de idade e numa família de corredores, já que o meu irmão também pratica a modalidade e também é treinado pelo meu pai.



Em que clube te iniciaste e qual o teu percurso até chegar ao Boavista?


Comecei como individual. Depois passei para um clube que o meu pai fundou – Atlético Clube do Porto – e foi nesse clube que me formei e consegui os meus primeiros títulos. Passei ainda pelo Maia e pelo Tâmega.



Os jovens que se iniciam no atletismo, fazem-no a correr na estrada. Tu és uma atleta de pista. Como descobriste essa tua especificação?


A primeira vez que competi, senti-me melhor nas provas de velocidade em comparação com as provas de longa distância. Como o meu pai era um velocista, parti do principio que seria normal.



Os velocistas necessitam de desenvolver muito a sua massa muscular. Qual a razão disso e pergunto se estás decidida a trabalhar muito para desenvolver essa necessária massa muscular?


Esse desenvolvimento muscular é necessário para nos permitir ter a força indispensável para obter velocidade. Eu também quero obter essa massa muscular, por isso não me vou poupar a esforços para conseguir esse objetivo.



Vamos falar da tua carreira. Que resultados tens a registar como mais significativos?


Nos meus primeiros Nacionais de Juvenis fiquei em terceiro lugar, mas ainda era iniciada de primeiro ano. No ano passado nos nacionais de Juvenis já como iniciada de segundo ano, consegui o segundo lugar nas provas em que participei, 200 e 300 metros livres e 300 metros barreiras. Já fui Campeã Nacional no Tetratlo, Campeã Nacional de 800 metros, 4x80 metros e vice-campeã nacional nos 1.000 metros do Olímpico Jovem.





E no último fim-de-semana, conquistas mais dois títulos nacionais de pista coberta e passas a ser Campeã Nacional dos 200 e 300 metros. Como correram essas provas?


Correram bem. A minha aposta era ganhar, como sempre o faço. Não ligo  muito às minhas adversárias ou ao nome das provas. Corro para ganhar e aposto mesmo sempre no primeiro lugar. O que me surpreendeu positivamente foi o tempo que consegui.



Que foi muito bom. Qual a marca?


Consegui 39,94 segundos aos 300 metros que passa a ser o novo record regional do Porto e ficando a dois centésimos do record nacional.



Como te sentiste ao atingir tal marca?


Feliz, porque demonstra que estou a trabalhar e a evoluir bem e aposto que na próxima prova seja um objetivo a ultrapassar.



Qual a distancia que te sentes melhor?


Entre os 200 e os 400 metros. Gosto dos 800 metros, mas já é uma distância que fica um pouco para além da velocidade pura.



Correr numa pista coberta é muito diferente que correr ao ar livre?


Muito diferente. Nos 200 metros a curva é mais apertada. Se corrermos na pista um ou dois, temos que travar para não ir para as outras pistas. Nos 400 livres cada uma vai na sua pista e em pista coberta todas vamos à corda o que torna difícil recuperar lugares se estivermos um pouco atrasadas.



Qual a opção que gostas mais?


Da pista livre, sem dúvida.

.

Sei que estás inserida no grupo de preparação da seleção Nacional que prepara a participação nos Europeus de Juvenis  deste ano. Quando existe nova concentração?


Penso que os trabalhos serão recomeçados na Páscoa.



O teu pai é simultaneamente o teu treinador?


Sempre. O meu pai está sempre presente ao meu lado. O apoio dele é muito importante para mim.



O Amândio Costa, é mais treinador ou mais pai?


É as duas coisas ao mesmo tempo.



Dois irmãos atletas, pai treinador… nesta família de atletismo só falta a mãe?


Não, não falta! A minha mãe é a nossa massagista. (rui-se)



O que queres ser no futuro no atletismo?


Quero estar nos Jogos Olímpicos a representar o meu país e honrar todos os meus fãs e apoiantes, a minha família o meu grupo de trabalho e o Boavista Futebol Clube.



É um sonho?


Não! É uma aposta!



Como te veem na escola?


Uma rapariga igual ás outras. Elas não percebem a diferença.



Não é frustrante esse facto. Uma jovem estuda e treina com afinco, consegue títulos brilhantes e descobre, que pouco lhe dão valor. Repito não é frustrante?


Sim, é frustrante, porque as pessoas não conhecem os esforços que nós fazemos. Alguns estão em casa sentados sem sequer conseguirem perceber a razão de nesse momento, estarmos a enfrentar um temporal a correr ao frio e à chuva parra realizarmos um treino. Não conseguem perceber. Tão simples como isso e quando conseguimos os nossos objectivos, só conseguem dizer… tudo isso por uma medalha?



Para terminar, pergunto. Tens alguma mensagem a enviar?


Quero agradecer todo o apoio que recebi por esta conquista dos títulos nacionais. Aos meus irmãos que são meus companheiros de treino, ao meu pai que é meu treinador, à minha mãe que é minha massagista e a todos os adeptos do Boavista que têm sido incansáveis no apoio e mensagens de cumprimentos que têm enviado e ao meu grupo de treino.



Na prova nacional o que significa uma atleta do Boavista ocupar um pódio que nem atletas de Sporting ou Benfica (por simples exemplo) atingiram?


Confesso que só me orgulho da camisola que tenho no peito, mas talvez elas sintam algo por ver o Boavista Futebol Clube no alto. Para mim, significa muito orgulho, mas acima de tudo, a certeza que posso ira ainda mais longe.




Até aos jogos Olímpicos?

Sem qualquer dúvida.