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segunda-feira, 11 de março de 2013

FUTSAL - CRÓNICA DO JOGO DE TABUAÇO E IMAGENS


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Para além de uma tarde má, para as cores do Boavista, o jogo realizado em Tabuaço foi um jogo de contrastes, em que os pormenores se tornaram enormes e decisivos.

O Boavista, entrou de certo modo, numa expectativa para tentar estudar o seu adversário, que se esperava determinado e duro. No decorrer da primeira do jogo, os axadrezados foram controlando – mas só controlando, nunca dominando – o jogo e com o aproximar dos últimos cinco minutos, deste período, assumiram-me mais ofensivamente.

O guardião Duriense viria a ser a figura do encontro, a evitar, nessa fase ( e posteriormente) várias vezes o golo do Boavista, realizando, se não a exibição da sua vida, uma exibição para não mais esquecer.
Aconteceu o primeiro (grande pormenor) quando todos se preparavam para recolher aos balneários, com a igualdade a zero, o Tabuaço conseguia a 15 segundos do final abrir ao activo.

O segundo tempo, não apresentou dúvidas e o Boavista assumiu o jogo na procura do empate. Forma dez minutos de grande intensidade em que os axadrezados carregavam cada vez mais ofensivamente e consequentemente, se expunha aos contra-ataques adversários. O guardião da casa e por duas vezes, os postes, evitaram o empate, mas havia a sensação que o golo iria aparecer…

E aconteceu na baliza contrária à que se esperava… na do Boavista. Mercê de uma jogada de transição, que os locais conseguiram, graças à sua velocidade e dureza que colocavam em cada lance, disputando o jogo como uma verdadeira final.

Alberto Melo, parou o jogo, ao sofrer esse golo e adiantou o guarda-redes, mas uma perda de bola nos primeiros dez segundos permitiu ao Tabuaço fazer um golo de meio do terreno de jogo. Em dez segundos, o Boavista sofria dois golos e o jogo ficava morto. Foi o segundo pormenor, quando o marcador assinalava a entrada nos últimos dez minutos.

Foram terríveis, esta dezena de minutos. Os jogadores da casa galvanizados, jogavam o jogo da sua vida – nada temos contra esse facto – o público juntava-se-lhes criando um ambiente tremendo e de certa forma ameaçador – foi a parte negativa deste encontro. Para tudo agravar, alguns jogadores axadrezados, preocuparam-se mais com este facto, perdendo a concentração no jogo.

A dois minutos do final e depois de toda a plateia assistir ao dia do seu guarda-redes, que tudo defendia, o Boavista voltou a sofrer dois golos em meio minuto. O primeiro dos quais de novo do meio do campo adversário quando se jogava – e muito bem – de guarda-redes avançado procurando o que se mostrou impossível.

Acabou por ser certa a vitória do Tabuaço, por números enganadores, num dia que talvez, nunca consiga repetir. O Boavista tem que aprender esta lição e continuar a sua carreira rumo ao título.

Se nunca é positivo perder, muitas vezes se aprende com as derrotas…

Crónica de Manuel Pina