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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ANDEBOL (INFANTIS) CRÓNICA DO JOGO

BOAVISTA FC 22 – FC PORTO 27
(ao intervalo 10-12)
JOGO DE MIÚDOS CONDICIONADO PELA (FALTA) DE ALTURA

CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPAS
BOAVISTA FC
RICARDO (GR), PAULO, RAFAEL, CONTRERAS, DIOGO, JOÃO SANTOS, TIAGO, MIRANDA, B. POÇAS, ANDRÉ, B. FERREIRA e PINTO
FC PORTO
RICARDO, ANDRÉ, VILARINHO, GONÇALO, JOÃO, A. PEREIRA, FRANCISCO FINO, PAULO, HENRIQUE, SOARES, FILIPE, SALGADO e RUI

O Boavista apresentou-se um pouco desfalcado, pela ausência do seu guarda-redes principal, por se encontrar doente. Esse facto viria a marcar todo o jogo, mesmo a prestação do adversário.

Registe-se que não esteve (nunca) em causa a excelente prestação do jovem Ricardo que esteve muito bem na baliza axadrezada, mas a sua (ainda, falta) de altura foi determinante para o jogo. Nada de grave o Ricardo (como todos) tem muito tempo para crescer.

Este pormenor, foi determinante (repetimos) porque as duas equipas actuaram num jogo directo e sem grandes trabalhos de construção de jogadas. Era um jogo em que se recebia a bola, corria em direcção à baliza contrária e rematava.

Os Dragões eram comandados pela ideia “ vamos rematar que o Guarda-redes é (ainda) pequeno”… As panteras sentindo isso, resolveram defender a sua baliza fazendo uma primeira barreira da baliza, com as suas maiores “torres”.

Na primeira fase do jogo, cada jogada acabava em remate ao lado, ou golo. Posteriormente os guardiões acertaram e o jogo passou a ter mais equilíbrio.
O Boavista comandou o marcador até ao primeiro empate a oito. Após essa situação os Dragões tomaram o comando do mesmo dando a ideia que seria um comando definitivo.

Em nossa opinião este facto resultou da perda de poder físico dos jogadores mais altos do Boavista, que se dividiam em fazer a primeira barreira defensiva e a quem cabia a missão de ir rematar na resposta. Essas missões acabaram por originar um desgaste que foi muito bem aproveitado pelos portistas.

O jogo foi emocionante e rijamente disputado, chegando a empolgar as duas claques (onde a beleza e o desportivismo imperava) que nunca se calaram incentivando os seus miúdos.

A equipa da arbitragem nunca facilitou. Amarelos (vários) exclusões e expulsões (que nos pareceram algo exageradas) de tudo se serviram para os árbitros para segurar estas autenticas feras em luta.

Quando o jogo parecia entregue até que num assomo de brio o Boavista conseguiu o empate a 18 golos recuperando da desvantagem de 3 golos. Mas foi o “canto do cisne” com as baterias gastas o Boavista viu o Porto partir para nova e definitiva vantagem.

Ouvimos a opinião dos dois técnicos.
João Carmo (Boavista)
Foi um jogo muito equilibrado e emotivo, que terminou com uma desvantagem de cinco golos que eu considero injusto.
O jogo ficou marcado pela ausência do nosso guarda-redes, que é mais alto que o Ricardo que defendeu e aproveito para dizer que defendeu muito bem mas a quem ainda falta altura para o lugar, esse facto debilitou-nos. Espero contar com ele já na segunda volta para ver as diferenças.
Uma destas equipas vai passar a outra vai ficar. Acreditas poder inverter esta diferença de cinco golos?
Com o nosso guarda-redes penso que vamos dar a volta ao resultado, mas penso igualmente que temos uma palavra a dizer no jogo com o CAL, apesar do Porto ter perdido por uma diferença grande isso para mim não quer dizer nada. Vamos jogar com o CAL para vencer, como sempre fazemos.

João Azevedo (Porto)
Jogo muito interessante, competitivo e intensivo, mas muito mal jogado de parte a parte.
Foi um jogo que podia ter caído para qualquer dos lados. Vamos ver se na segunda volta teremos um jogo com mais qualidade, com a mesma intensidade e entrega dos miúdos e o mesmo entusiasmo do público, mas mais bem jogado.
Porque considera um jogo fraco?
A nível técnico e táctico foi um jogo fraco jogado muito com o coração e muito pouco racional. Isso faz parte do crescimento dos miúdos e agora vamos trabalhar para ver se melhoramos estes aspectos.
Crónica de M. Pina