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sexta-feira, 8 de junho de 2018

JOAQUIM CARLOS LOPES, ENTREVISTA COM O NOVO CAMPEÃO NACIONAL E APURADO PARA O MUNDIAL DO ESCALÃO



Joaquim Carlos Lopes, sagrou-se campeão nacional de Triatlo Cross, no escalão de (50/54) juntando a este título o apuramento para disputar o Campeonato do Mundo da modalidade. Estas conquistas foram conseguidas no decorrer da competição do pretérito fim de semana, denominada “ X Terra Portugal Golegã, Campeonato Nacional Triatlo Cross”.



Pela importância dos resultados obtidos, contactamos o atleta axadrezado para nos dar a sua visão.


Com estes resultados, estará naturalmente feliz, mas diga-nos como se sente como Campeão Nacional e como decorreu a prova?


Para mim, foi uma prova épica com um resultado memorável.  Consegui mais um título campeão nacional de triatlo cross 50-54 anos, e consegui, também, o 1º classificado na categoria internacional, que me atribui o apuramento para o campeonato do mundo da modalidade no Hawaii .



A prova em si, foi uma das mais duras do calendário mundial “X Terra” . Teve início com 1500 metros de natação na lagoa local, este ano ,com menos lodo e algas que o costume,, que me permitiu sair da água relativamente confortável. Seguiu-se os 30 kms de BTT, cuja minha participação considero, este sim,  épico.



Porque considera assim essa parte da prova?


Iniciei a prova, com um colega de equipa em linha de à vista do parque transição (Eurico Gomes) em que fazia a sua estreia  absoluta no triatlo, e que foi o meu herói na Golegã, nós sabemos porquê…
Quando entrei  no percurso que apresentava as primeiras dificuldades, surgiu, em sentido contrário, com a bicicleta debaixo do braço um adversário de referência no meu escalão etário (Jorge Calafate) nessa altura, experimentei um sentimento misto de… "menos um à frente e tristeza pela avaria do colega", quando  só  esperava vê-lo lá para o final da corrida.

Prossegui a saga de quase cem ultrapassagens, em single track repletos de atletas com pés fora dos pedais. em subidas e descidas quase impossíveis, onde não conseguia trajectórias para passar. Senti que os segundos perdidos eram cada vez mais, mas nem todos adversários dificultaram e aos que o fizeram inadvertidamente peço desculpa pela maneira mais agressiva que usei com alguns. 
Finalmente com o parque de transição à vista para os 10kms corrida final onde cada atleta que se aproximava era rosto conhecido.



Entrou em tão na corrida de Atletismo?


O resultado final prometia contentamento, por volta do km seis, realizei  a menos desejada ultrapassagem, que foi ao meu colega de equipa, Dionísio Silva, que no seu primeiro ano de triatlo fez uma enorme corrida.

Finalmente ao km oito com o grupo dos líderes do escalão ali ao alcance, João Miguel Nunes e Manuel Varo Dominguez, foi respirar fundo e fazer os últimos 1500 metros como nos velhos tempos… e terminar em primeiro lugar.



O apuramento para o mundial, como o sentiu?


Como uma maravilha como o resultado de uma época de dedicação e trabalho, com muito orgulho, mas sinceramente…como merecido