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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

BOXE - BOAVISTA FC, VICE-CAMPEÃO NACIONAL, COM DOIS CAMPEÕES INDIVIDUAIS



O Boavista sagrou-se vice-campeão Nacional de Boxe, interrompendo um ciclo consecutivos de cinco títulos conquistados. O Boavista, era o pentacampeão nacional e não conquistou o título no desempate.... por idades.





Ouvimos a análise avalizada do técnico axadrezado, Carlos Caldas, sobre a prova realizada no fim-de-semana.


A interrupção deste ciclo de vitórias colectivas teve uma história. Quer explicar ao pormenor aos nossos adeptos?


Aconteceu um pouco de tudo, nesta competição. O Boavista, tinha seis atletas apurados para esta final e ninguém duvidaria, que com a equipa completa revalidaríamos o título. Aconteceu que tivemos duas lesões importantes e só podemos competir com quatro atletas. Uma lesão, a de Tiago Rodrigues,  já era anterior ao campeonato Regional e a outra, aconteceu esta semana ao Ricardo Gonçalves (91 kg).



Mas mesmo com essas baixas o Boavista era favorito?


A sorte também teve influência. No sorteio inicial, tivemos algum azar ao saírem como adversário, os mais fortes que nos podiam calhar. Durante a prova fomos claramente vítimas da análise dos árbitros no combate do Paulo Moreira, que foi no ringue, o claro vencedor, mas os árbitros assim não o entenderam, para não colocarem em questão o nome do habitual campeão, que foi o seu adversário. 


Esse facto foi determinante?


Indiscutivelmente. Com a passagem á final do nosso atleta seriamos automaticamente campeões. Curiosamente, essa final não se realizou, porque o adversário do vencedor do combate do Paulo, se recusou a combater.



Vamos resumir. Quais os resultados do Boavista?


Colectivamente, ficamos empatados com o FC Porto com dois campeões e sem nenhum vice-campeão e como estávamos empatados, mandam as regras que vença quem tiver o campeão mais jovem, que era do Porto na categoria de 60 kg. Individualmente, tivemos dois campeões, o Milton Jeremias em 64 kg e Augusto Pinheiro em 81 kg.


Mas sei que se o Carlos Caldas, fosse “outro” desportista, o Porto não teria sido campeão. Quer explicar porquê?


Efectivamente é verdade. O que aconteceu foi que com a lesão do nosso atleta do Ricardo Gonçalves, a competição de  91 kg, não se disputaria. Foi-me pedido, para deixar competir no lugar do nosso atleta, um atleta do Porto. 
Eu, porque gosto de desportivismo e gosto de ver os campeões serem consagrados no ringue e não na secretaria, aceitei esse facto. Por acaso, ou talvez não, o atleta do Porto acabou por ser vencedor e assim empatar a luta entre o Boavista e o Porto. 
Bastaria ele não competir, para sermos campeões, mas eu defendo que é no ringue que tudo se decide.
 
Milton Jeremias (um dos Campeões Nacionais)

O título fugiu, como se sente?


Eu gosto sempre de ganhar e penso que só não vencemos por erros de arbitragem, mas aceito que de vez enquanto o Campeão tenha que mudar. 
Nos últimos doze anos (este incluído) vencemos dez vezes, nos outros dois anos, ficamos em segundo. Gostaríamos mais de ter vencido, mas foram vários pormenores, que juntos  o impediram.