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ESTA ÉPOCA, O BOAVISTA FUTEBOL CLUBE CONTINUARÁ A PARTICIPAR EM VÁRIAS MODALIDADES A NÍVEL NACIONAL, COM OS OBJECTIVOS DE HONRAR O NOME DESTE CLUBE. O ANDEBOL SÉNIOR E VOLEIBOL FEMININO, DISPUTAM O PRIMEIRO ESCALÃO NACIONAL... OUTRAS MODALIDADES LUTAM PELO REGRESSO A ESSE ESCALÃO.


sábado, 2 de dezembro de 2017

BOXE -ENTREVISTA COM DAVID MONTEIRO, TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DO BOAVISTA HÁ DOZE ANOS



Há doze anos éramos três, hoje somos trinta e amanhã, seremos cinquenta... o Boavista está sempre a crescer!

David Mendes Monteiro, é um homem dedicado ao Boxe, que optou pela função de técnico. Estando no Boavista desde o seu primeiro dia na modalidade é um dos adjuntos de Carlos Caldas há cerca de doze anos.

Entrevista-mo-lo no decorrer de mais um treino que ministrava aos seus atletas de formação.

Há quanto tempo está ligado ao Boxe?

Estou no boxe há treze anos e sou treinador de manutenção. Iniciei-me e fiz toda a minha carreira no Boavista Futebol Clube.

Como atleta que passado desportivo tem?

Na competição a minha actividade foi muito reduzida. Comecei como atleta com o Senhor Carlos Caldas, mas nunca dei muita importância à competição e dediquei-me desde cedo ao ensino da modalidade e no aspecto de manutenção. 
Optei por me focar apenas numa coisa, porque considero que não conseguimos ser bons em duas coisas simultaneamente e, por isso, me foquei só numa. Estou na formação há doze anos.


Todos os atletas que optam pela manutenção se mantêm por lá ou alguns transitam para a competição?

Pelo menos dois atletas que treinei na manutenção, vieram a ingressar na competição.

Em que dias, dá as suas aulas e quantos atletas tem nos seus treinos?

As minhas aulas são às terças e quintas a partir das dezoito e trinta e aos sábados a partir das dezassete horas. Somos cerca de trinta pessoas inscritas, nessas aulas de manutenção, mas as presenças oscilam muito conforme a disponibilidade que têm.

Quem se inscreve na manutenção do boxe, vem à procura do quê?

Vem à procura de aprender um pouco de boxe e espairecer sobre o dia que teve. Se o dia foi mau… quer bater no saco, que é uma boa terapia para a pessoa se descontrair e libertar um pouco do stress dia.

Depois destes anos, não se arrependeu de não ter seguido o boxe como atleta?

Não. Nada arrependido. Foquei-me nisto e sinto-me cada vez mais realizado na manutenção, porque gosto de ensinar e pratico um pouco, sem competir oficialmente. Foi uma aposta pessoal e estou contente porque estou dentro da área do boxe da mesma forma.

O que é para si o boxe do Boavista numa visão ampla e global?

Para mim, é a grande escola de boxe do país e a maior família de boxe que existe. É nesta escola que se aprende realmente o boxe. Não digo isso por ter andado aqui e ainda aqui andar, mas pela humildade das pessoas. 
Quando me iniciei, procurei esta escola porque precisava de formar como homem e evoluir psicologicamente. Acho que o boxe me fez muito bem e aqui no Boavista encontrei e cresci com pessoas certas. Pessoas que foram campeões nacionais e campeões do mundo, mas que mantiveram sempre a mesma humildade e seriedade. É a escola certa.


Para terminar. Tem alguma mensagem?

Quero registar que o Boavista sempre em deu a mão. O Boavista Futebol Clube é um grande clube, onde me sinto muito bem e me consegui  destacar. Na manutenção começamos três, hoje, somos trinta e amanhã poderemos ser cinquenta.