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TERMINADA MAIS UMA ÉPOCA DESPORTIVA, DESEJAMOS A TODOS ATLETAS E SEUS FAMILIARES UMAS BOAS E MERECIDAS FÉRIAS, DA NOSSA PARTE CONTINUAREMOS O TRABALHO PREPARANDO A NOVA ÉPOCA DE 2019/2020. BOAS FÉRIAS


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BOXE - ENTREVISTA COM RICARDO ROCHA

Ricardo Rocha é o treinador-adjunto do boxe do Boavista e encontra-mo-lo no seu local de treino no Bessa, aproveitando para o dar-mos a conhecer um pouco melhor.
Ricardo Rocha e  Telmo 

Comecemos por falar um pouco individualmente. Como atleta, que emblemas representou?
Fui praticante no FC Porto e só mais tarde fiquei ligado ao Boavista.

Como nasceu o gosto pelo Boxe?
Vem quase de família  O meu avô, fez boxe, o meu pai fez boxe, o meu irmão fez boxe, por sinal aqui no Boavista, onde foi campeão nacional e eu herdei esse gosto.
Está no sangue...
Pode dizer-se que sim.

Neste momento, desempenha as funções de treinador. Vamos falar um pouco sobre esse aspecto?
Estou nas funções de treinador-adjunto do senhor Caldas, há cerca de ano e meio/dois anos, mas a tempo inteiro estou há um mês.

Com quantos atletas trabalha?
Neste momento há muito atletas de manutenção. Na competição o grupo é mais reduzido e deverá andar por volta dos doze/quinze elementos e de manutenção cerca de trinta atletas. São números um pouco de cor.
Ricardo Rocha com os seus pupilos

Prefere a competição?
Sim dedico-me mais à parte de competição, da qual gosto mais. Mas também sem ajudo na manutenção, como é óbvio.

A curto prazo, há algum evento em perspectiva?
Infelizmente não! Contamos com a realização dos campeonatos regionais e nacionais, mas ainda não estão marcados. Vamos tentar, estar presentes num torneio na Finlândia, como fizemos o ano passado. Vamos tentar estar presentes noutro torneio internacional e esperaremos por receber convites para qualquer torneio nacional.

Já quando falei com o Telmo, senti alguma tristeza. Agora sinto em si igual sentimento e alguma frustração. O que se passa com o Boxe?
Esses sentimentos têm a haver com um quase abandono pela modalidade, por parte da Federação  Perdemos um "elan" que já tivemos num passado recente e atravessamos uma fase, de quase  abandono e esquecimento, que tem conduzido muito atletas a abandonarem a modalidade a nível competitivo.

A Federação é a responsável?
Acho que sim, pois nos anos anteriores nem os campeonatos nacionais se realizaram. Este ano já existiram, mas nos anos anteriores nem esses campeonatos.

A que atribui esses factos?
A uma certa rivalidade entre associações regionais e problemas federativos  todos esperamos que este ano, se resolvam definitivamente e tudo aponta nesse sentido.

Tudo isso, também inibe o seu trabalho de treinador de competição?
Os nossos atletas,  precisam de combater para progredirem. Sem competição, não é possível evoluir e, ainda mais grave, perdemos atletas, porque não encontram razões para trabalharem e perdem a motivação. Na última época perdemos alguns atletas de competição, por essa razão. Temos um caso especifico que espero que regresse, mas neste momento se encontra parado por falta de competição.

Esperamos que as coisas melhores a curto prazo...
Esperemos que sim e bem necessário, para bem da modalidade.

Entrevista realizada por Manuel Pina